Um Passo à Frente na UFRGS

Somos pós-graduandos da UFRGS que, juntamente com nossos colegas de diversas instituições do Brasil, acreditamos que a nossa organização é fundamental para o avanço da ciência e das condições de produção científica em nossa instituição. O desenvolvimento da pós-graduação, a ampliação dos espaços de pesquisa e a valorização do pós-graduando dependem muito de uma participação ativa nas Associações de Pós-Graduandos (APGs), nos órgãos de Representação Discente, e na entidade nacional dos pós-graduandos, a Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG). Por isso, estamos lutando para reconstruir a APG da UFRGS e torná-la uma entidade em defesa dos pós-graduandos e de seus direitos, na produção do conhecimento. Assim, queremos dar mais um passo a frente para consolidar a luta pela qualidade da ciência e da tecnologia em nossa instituição, assim como estamos fazendo no país, junto com a ANPG.
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quarta-feira, 16 de junho de 2010

Gestão Um Passo à Frente toma posse na APG da UFRGS

Membros da Gestão Um Passo à Frente.

Otimismo. Essa era o clima que animava a todos que prestigiavam a posse da Gestão Um Passo à Frente, na Associação de Pós-Graduandos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, no último dia 10 de junho, na Sala de Professores da Faculdade de Direito da UFRGS, no centro da cidade de Porto Alegre, capital do estado do Rio Grande do Sul.


Otimismo porque, depois de mais de 4 anos, os estudantes de pós-graduação da UFRGS voltavam a ter representação efetiva frente à sua universidade e aos conselhos desta. Clima este, compartilhado tanto pelos representantes institucionais da universidade, quanto pelos representantes dos movimentos sociais que compareceram à posse. Otimismo partilhado, também, pelos membros da nova Gestão: Gabriele Gottlieb, Daniel Vallerius, Maurício Scherer, Rafael Lameira, Aline Bettio, Roberto Antunes, Eduardo Riffel, Cássio Moreira e Cristiano Junta.


A posse da nova gestão é um marco para a retomada da APG da UFRGS, depois de mais de 4 anos desativada. Trata-se da culminância do difícil trabalho realizado, desde o início do ano, pelos Pós-Graduandos do Movimento um Passo à Frente, que tiveram participação ativa no processo de Congresso da ANPG, na construção da Caravana da entidade nacional no Rio Grande do Sul e na Conferência Nacional de Ciência e Tecnologia. Mas também, é apenas o começo do trabalho de reestruturação e consolidação da entidade. Como compromisso assumido pela nova gestão, estão, entre outras coisas, justamente, a consolidação da APG, a implantação do Conselho de Representantes, composto por Representantes Discentes dos programas de pós-graduação da universidade e a ocupação dos espaços institucionais na defesa dos direitos dos pós-graduandos. Além disso, a atuação com laços estreitos junto a entidade nacional de representação dos pós-graduandos, a Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), fez parte dos compromissos assumidos pela nova Presidente da APG, Gabriele Gottlieb, que também assume como Vice-Presidente Sul da ANPG.


Prestigiando a posse, os representantes da universidade e dos movimentos sociais presentes manifestaram sua satisfação com a reconstrução da APG da UFRG, consolidada no ato de posse. O Prof. João Mello, chefe de Gabinete do Reitor, destacou a importância da retomada da entidade na luta política para qualificação da pós-graduação no Brasil, em geral, e na universidade em específico. Lia Teresinha Silva, Vice Pró-Reitora de Pós-Graduação salientou o significado institucional dos estudantes de pós-graduação retomarem seus espaços nos conselhos superiores da instituição. Já as entidades representativas dos segmentos da Universidade, Prof. Cláudio Scherer, Presidente da ADUFRGS, José Rochemback, Coordenador Geral da ASSUFRGS, e Eriane Pacheco Vice-Presidente Sul da UNE, apontaram a centralidade da retomada dessa importante entidade na luta por uma Universidade pública, gratuita e de qualidade, baseada no tripé ensino, pesquisa e extensão.


Por todos foram lembrados os avanços dos últimos 8 anos no ensino superior no Brasil, as conquistas da Universidade Pública e a necessidade de luta para que o tempo da estagnação e privatização não retorne, nas asas do projeto neoliberal. E nessa luta, a APG da UFRGS passa a se somar.



sábado, 29 de maio de 2010

Um Passo à Frente participa do Salão de Ensino da UFRGS


Qual a educação, e que tipo de ensino queremos? Pensando nessas perguntas, a Chapa Um passo à Frente participou do Salão de Ensino da UFRGS ,que aconteceu entre os dias 26 e 28 de maio de 2010, com o tema "O Ensino Universitário na perspectiva discente".

Com participação do DCE e mediação do Prof. Sérgio Franco o debate tratou de questões fundamentais para a Universidade brasileira em geral e para a UFRGS em particular, como a expansão, nos últimos anos, do Ensino Superior no Brasil , a ampliação dos investimentos do governo federal no Ensino Superior e a necessidade de aliar essa expansão com a manutenção da qualidade do ensino.

Para Gabriele Gottilieb, da Comissão pró-APG e candidata a Presidente da chapa Um passo à Frente, é preciso que as Universidades brasileiras voltem-se cada vez mais às demandas reais dos estudantes de graduação e pós-graduação, criando condições para que a expansão seja aliada à qualidade do ensino público, ampliando debates como o ensino a distância e assistência estudantil.

No caso da Pós-Graduação, Gottilieb ressaltou que mais de dois terços das pesquisas ciêntíficas no Brasil são produzidas pelos Pós-graduandos, mas que , no entanto, as bolsas de fomento estão a quem do número e do valor necessário para o incremento da produção e inovação científica no país, que acompanhe esse novo momento de crescimento econômico e desenvolvimento social.

Esse debate mostrou, tanto a necessidade de ampliação dos instrumentos de avaliação da própria Universidade, como dos professores, que seja realmente construido pelos estudantes e que produza resultados concretos. Porém, trouxe a perspectiva de disposição ao dilálogo por parte dos administradores da UFRGS presentes em grande número neste evento.

Assim, estamos contribuindo para a UFRGS dar mais Um Passo à Frente.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Nossas Propostas

4ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia & Inovação (C&T&I)

A 4ª Conferência Nacional de C&T, que está sendo realizada entre os dias 26 e 28 de maio de 2010 em Brasília, impõe grandes desafios para o Movimento Nacional de Pós-graduandos. Tendo como título: “Política de Estado para Ciência, Tecnologia e Inovação com vista ao Desenvolvimento Sustentável” será um espaço para analisarmos os resultados obtidos pelo Brasil no âmbito científico e tecnológico.


A Conferência acontecerá no curso do XXII Congresso Nacional de Pós-graduandos e nós, do Movimento Um Passo a Frente encaminharemos sugestões para a formulação de uma Política de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação. Pautaremos também nesses espaços a valorização do pós-graduando como força motriz do desenvolvimento de Ciência, Tecnologia e Inovação.


A participação do movimento social é fundamental nesse momento e acreditamos que, a partir daí, poderemos contribuir substancialmente para a construção dessa Política de Estado que tenha como centro o desenvolvimento nacional e que esteja conectada com a sustentabilidade e a equidade social.


O movimento Um passo à Frente que está atuando na UFRGS está participando ativamente dos debates em curso através da discussão e da representação. O mestrando Mauricio Scherer está acompanhando os debates e intervindo a partir das discussões preparatórias realizadas pelos pós-graduandos da UFRGS.

Nominata da Chapa Inscrita

Executiva:
Presidente: Gabriele Gottilieb
Vice presidente: Daniel Malmann Vallerius
Secretária-geral: Aline de Lima Bettio
Tesoureiro: Mauricio de Freitas Scherer
Secretário de Comunicação: Rafael Fantinel Lameira

Inscrição de Chapa para Órgãos de Representação Discente

CONSUN
1. Gabriele Gottilieb
Roberto Luiz dos Santos Antunes (Suplente)
2. Rafael Fantinel Lameira
Eduardo Samuel Riffel (Suplente)

CEPE
1. Mauricio de Freitas Scherer
Aline de Lima Bettio (Suplente)
2. Daniel Malmann Vallerius
Adelaide Maria Saez (Suplente)

CAMPESQ
1. Daniel Malmann Vallerius
Gabriele Gottilieb (Suplente)
2. Mauricio de Freitas Scherer
Rafael Fantinel Lameira (Suplente)

CAMPG
1. Aline de Lima Bettio
Adelaide Maria Saez (Suplente)
2. Roberto Luiz dos Santos Antunes
Cristiano Junta (Suplente)
3. Rafael Fantinel Lameira
Cassio Moreira (Suplente)
4. Eduardo Samuel Riffel
Mauricio de Freitas Scherer (Suplente)
5. Daniel Malmann Valerius
Gabriele Gottilieb (Suplente)

PROF/CAPES
1.Gabriele Gottlieb
Aline de Lima Bettio (Suplente)
2.Mauricio de Freitas Scherer
Eduardo Samuel Riffel (Suplente)

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Avançar na Pós-Graduação para mudar o Brasil

O ano de 2010 inicia com grandes expectativas para o presente e o futuro da ciência no país. A descoberta do petróleo na camada pré-sal, a conquista do Brasil como sede das olimpíadas, e a superação da crise econômica internacional ampliam as expectativas de mais avanços no campo científico, tecnológico e educacional.

Contudo, muito ainda há que ser feito. São imensos os desafios para que o Brasil concretize o caminho desenhado para seu desenvolvimento. Essa realidade exige de cada um de nós muita luta, organização e mobilização. Vai ser preciso movimentar a Academia e a ciência brasileira, e os pós-graduandos tem um papel central para isso.

O Sistema Nacional de Ciência & Tecnologia tem na pós-graduação sua base. É ela a responsável pela formação dos recursos humanos que sustentam todo o complexo científico e a educação superior. É também ela a responsável pela formação de profissionais de alto nível para as empresas, para o Estado e para o setor produtivo em geral.

Cerca de 90% das pesquisas científicas do Brasil são realizadas na pós-graduação e pelos pós-graduandos. É também de lá que saem os quadros de maior qualificação aptos a contribuir com o desenvolvimento nacional.

No mundo em que vivemos a Ciência e a Tecnologia representa, cada vez mais, um componente central de qualquer estratégia de desenvolvimento econômico e social, tendo como preocupação a sustentabilidade. A última Conferência da ONU sobre o clima, em Copenhague, deu a tônica do que teremos pela frente. Mesmo em um cenário adverso, onde os países chamados “desenvolvidos” se recusam a implementar metas ousadas para atenuar a força das mudanças climáticas, sabemos do papel do Brasil nesse processo.

A tecnologia contribui para o aumento da produtividade. É possível aliar sustentabilidade e desenvolvimento, mantendo a legítima preocupação com o meio ambiente sem prescindir das intervenções indispensáveis à melhora das condições de vida e o crescimento do país.
Da mesma maneira, os avanços da técnica e da ciência, refletidos no aumento da produtividade, devem ser revertidos para o bem coletivo, por meio e não através da redução da jornada de trabalho sem redução de salários e o maior tempo livre a ser dedicado para outras atividades.

Defendemos também uma ciência humanista, comprometida com o progresso nacional, com a geração de riquezas e, principalmente, com a resolução de nossos graves problemas sociais. Sem a visão tecnicista daqueles que advogam a “neutralidade” da ciência, propugnamos uma ciência comprometida, vinculada à causa da construção de uma sociedade justa e próspera.